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sábado, 13 de setembro de 2014

A Cultura do Espaço Virtual


MÓDULO AV10

 Apresentação
 O Espaço Virtual, construção da revolução tecnológica, como nova dimensão de (i)materialidade transversal, ponto de encontro de companhias e solidões e centro de consumo, num mundo feito de rupturas e, por conseguinte, de igual modo dependente de novas coesões.

 Objectivos de Aprendizagem
- Relacionar a representação do animal clonado com a emergência da cultura técnico-científica.
 - Reconhecer o processo da globalização e a influência da tecnologia no modo de agir, de pensar e de comunicar.
 - Analisar a importância do “eu” e da autobiografia no modo específico de viver o presente.
 - Compreender o consumo como atributo urbano e ritual contemporâneo.
 - Avaliar o papel do programador informático na construção do mundo global.
 - Compreender a arte como acção.
 A CLONAGEM Three Tales (2002), Steve Reich (1936-) (Música). Beryl Korot (Vídeo). Nonesuch Records. Warner Group Company. 3º conto: Dolly. Versão DVD
 A obra Three Tales de Steve Reich representa um modelo comunicacional de fácil apreensão pelo ouvinte médio, ao adoptar: . Uma linguagem musical próxima da música Pop/Rock, com a acessibilidade característica das obras dos minimalistas, de que Steve Reich é um dos principais representantes. . A junção da componente vídeo à musical, num registo multimédia apelativo, entre a linguagem do video-clip e do documentário. . A utilização de temáticas de conteúdo apreensível, didáctico e de carácter social e politicamente relevante para a caracterização da história do século XX (veja-se o caso da clonagem, no conto que recomendamos). Imagens e o seu concomitante trabalho de grafismo animado. Sons musicais que essas imagens descrevem. O objecto descrito? Um animal clonado, uma ovelha, não uma qualquer, mas "Dolly", a primeira das clonagens conseguidas, o sinal do triunfo da técnica biológica. A arte musical/digital, em suporte DVD, faz-se com um caso científico palpável, faz-se com a problemática da técnica da clonagem. Hoje, as grandes questões, mas também as decisões, de fundo cultura- civilizacional também passam por saber responder à capacidade humana de fazer clonagens e encarar os seus consequentes problemas.
 O fenómeno da globalização.
 1. 1960 – Actualidade As actividades humanas são reguladas pela tecnologia, pela publicidade e pelo consumo. A moda e o efémero.
 2. O mundo global O espaço virtual. Comunicação em linha. A aculturação.
 3. Autobiografia A autobiografia pretende induzir os alunos a analisar o seu posicionamento perante o mundo em que vivem.
 4. A Internet As telecomunicações vulgarizaram e popularizaram novas formas de divulgação, de recepção e de conhecimento.
 5. A chegada do homem à Lua (1969) Conhecer outro espaço que não o terrestre: a ficção torna-se realidade. Novas utopias.
 6. O consumo Consumir para ser. 
7. Coca-Cola (1960), Andy Warhol Sacralização icónica de um objecto banal.
 8. Pina Bausch, Café Muller (1978) Redução da dança às exigências dramáticas e expressivas, abandonando o movimento formal.
 9. Daniel Libeskind (1946- ) World Trade Center. Memorial Foundations, (2003) Projecto do arquitecto Daniel Libeskind para a construção, em Nova Iorque, do Memorial do atentado de 11 de Setembro de 2001, um espaço "calmo, de meditação e espiritual".
 Criar é agir. 
10. Coca-Cola de Andy Warhol, expoente da utilização da publicidade e da vida quotidiana como meio de expressão. A Pop Art, um movimento iconoclasta. A materialização da vida nos movimentos, gestos e objectos do quotidiano: a Op Art e a arte cinética. A Arte-Acontecimento: da action painting ao happening e à performance. Pólos da criação contemporânea: a Minimal Art, a arte conceptual e o hiper-realismo. Para além do funcionalismo: os caminhos da arquitectura contemporânea. Vias de expressão da arte portuguesa contemporânea.

 1. Tempo 2. Espaço 3. Biografia 4. Local 5. Acontecimento 6. Síntese 7. 1º Caso prático 8. 2º Caso prático 9. 3º Caso prático Artes Visuais: 10. A arte enquanto processo

 Situações de Aprendizagem / Avaliação
- Selecção e organização da informação.
 - Interpretação das fontes (iconográficas e escritas).
 - Produção de texto escrito.

 Bibliografia / Outros Recursos
 Bidiss, Michael D. (1980). L’ère des masses. Paris: Ed. du Seuil (excelente ensaio de conjunto). Brito, José Maria Brandão de (Coord.) (2003). Globalização e Democracia - Os Desafios do Século XXI. Actas do IV Curso Livre de História Contemporânea realizado em Lisboa, de 19 a 24 de Novembro de 2001. Lisboa: Edições Colibri/Fundação Mário Soares (como o título indica, exemplar estudo de síntese sobre a globalização e a democracia). Conrad, Peter (1998). Modern times, modern places. Life & Art in the 20th Century. London: Thames and Hudson (síntese para introdução ao estudo do tema). Lévy, Bernard-Henry (2000). O século de Sartre. Lisboa: Quetzal Editores (visão de síntese de um tema abrangente). Lipovetsky, Gilles (1989). O império do efémero. A moda e o seu destino nas sociedades modernas. Lisboa: Publicações Dom Quixote (análise de sociologia da cultura centrada no mundo diversificado da moda). http://www.encarta.msn.com (acedido em 09.05.05) (enciclopédia). http://www.infoplease.com (acedido em 09.05.05) (Columbia Encyclopedia) http://www.universia.pt/conteudos/bibliotecas/bibliotecas_mapas_2.jsp (acedido em 09/05/05) (página que remete para mais de mil mapas históricos). http://www.lib.utexas.edu/maps/index.html (acedido em 09.05.05) (remissão da página anterior para mapas). http://www.yale.edu/lawweb/avalon/avalon.htm (acedido em 09.05.05) (colecção de documentos a partir do século XVIII). http://maltez.info/respublica/index.html (acedido em 09.05.05) (história política portuguesa, 1.ª República e Estado Novo). http://www.apwideworld.com/ (acedido em 09.05.05) (sítio da Associated Press com arquivos de imagens do século XX). http://users.erols.com/mwhite28/20centry.htm (acedido em 09.05.05) (atlas histórico do século XX). http://www.monde-diplomatique.fr/cartes/ (acedido em 09.05.05) (cartografia de conflitos no mundo contemporâneo). http://europa.eu.int/index_pt.htm (acedido em 09.05.05) (arquivo digital da União Europeia). http://www.25abril.org/index1.htm (acedido em 09.05.05) (Associação 25 de Abril). http://www.infoscience.fr/index.php3 (acedido em 09.05.05) (biografia de cientistas). http://www.iisg.nl/exhibitions/chairman/index.html (acedido em 09.05.05) (colecção de cartazes e de propaganda de países socialistas). http://www.spartacus.schoolnet.co.uk/USA.htm (acedido em 09.05.05) História do século XX dos Estados Unidos da América.

A Cultura do Palco


MÓDULO AV6

  Apresentação
 O Palco como símbolo e metáfora de uma sociedade centrada na festa, no cerimonial e na representação e onde a deliberada sedução dos sentidos oculta uma rigidez conceptual que encontra o seu corolário tanto nas conquistas da revolução científica, como na violência da guerra, onde se sublimam as redes de domínio.

 Objectivos de Aprendizagem
 - Analisar um espectáculo através de uma noção contemporânea de palco e de interacção performers - público.
 - Compreender a dimensão cénica da Corte.
 - Relacionar o rei absoluto, o actor senhor do palco e o artista plástico na construção da celebração do poder.
 - Analisar o poder do rei na sua relação com a organização sócio-cultural.
 - Compreender as dimensões assumidas pelo actor, o músico, o dançarino e o encenador.
 - Compreender o sentido interactivo das artes visuais na criação de um discurso pedagógico e celebrativo.
 O ESPECTÁCULO
 La Fura dels Baus (início c.1980). (página on-line www.lafura.com ) Grupo eclético que reúne profissionais de diversas áreas artísticas e que propõe uma dimensão performativa particular, baseada na procura de novas formas de expressão e de relação com o público, a saber: . Utilização de espaços anti-convencionais; . Utilização de uma série de recursos cénicos que podem incluir a música, o circo, a pirotecnia, o movimento, o uso de materiais naturais e industriais e a utilização das novas tecnologias; . Utilização de uma linguagem visual própria através do vídeo e de outros recursos à imagem e à incorporação de actores que na sua versatilidade dominam quer a expressão dramática quer o movimento; . Exploração de situações limite na busca de novas linguagens e linhas de expressão artística. Quando os Fura dels Baus recuperaram o Don Quijote (1605) e procuraram com esse tema consagrado fazer espectáculo, nele integraram as mais variadas técnicas performativas e linguagens gestuais para conseguir envolver todos os sentidos e construir a ilusão. Foi assim nos tempos de Don Quijote e da Corte, nos séculos XVII e XVIII. Tudo se reduziu a jogos de sentido e para os sentidos, numa procura do total, em aliança estreita de fé, sentimento e razão. O espectáculo era então tão variado quanto as procissões, o levantar do Rei ou a ópera.
 Muitos palcos, um espectáculo.
 1. 1618-1714 Do início da Guerra dos Trinta Anos ao final do reinado de Luís XIV.
 2. A Europa da Corte A Corte nos palácios das cidades. A Corte junto às cidades. O modelo Versailles.
 3. O Rei Sol Luís XIV (1638-1643-1714) O Rei da afirmação do poder autocrático. Luís XIV e o investimento na Corte de Versailles. Um Rei, um cerimonial, uma França hegemónica na Europa.
 4. O palco Os palcos: a Corte, a Igreja, a Academia. O palco do teatro e da ópera. O palco local de espectáculos efémeros.
 5. O Tratado de Utrecht (1713) A finalização das guerras. Um congresso de embaixadores e um tratado de paz. A nova geografia da Europa.
 6. A Revolução científica A razão e a ciência. O método. A experimentação.
 7. La cérémonie Turque, Le Bourgeois Gentilhomme (1670) de Molière (1622-1673) e de Lully (1632-1687) A fusão das artes: teatro, música e dança. O teatro com Molière. O espectáculo do teatro, no teatro.
 8. Palácio-convento de Mafra (1717-1730/1737) Um palácio e um convento. A arquitectura do Real Edifício. Uma obra de arte total pela mão do Rei.
 9. Trono de S. Pedro, Gianlorenzo Bernini, Roma, Basílica de S. Pedro (1657-66) O trono como alegoria da Monarquia Pontifícia e corolário das intervenções de Bernini na Basílica de S. Pedro. O Barroco romano: emoção e piedade. O conceito de “obra de arte total”.
 Arte e retórica. 
10. O Real Edifício de Mafra como expoente da eficácia da arquitectura barroca na materialização de uma ideia de poder. O sentido do Barroco: um gosto, mais que um estilo. Razão e emoção; gravidade e majestade. A sedução dos sentidos e a teatralidade. O poder da matéria. O conceito de obra de arte total. As origens do movimento: Roma Triunphans. Os criadores do Barroco. A Itália barroca.
 11. Sob o signo do pathos. A criação da escultura barroca. O papel de Bernini: dinamismo e abertura da composição; a exacerbação do expressionismo.
 12. A luz, personagem central da pintura barroca. Caravaggio e os “caravaggistas”. A pintura de tectos.
13. A oposição Barroco-Classicismo na França do Rei-Sol, mito ou realidade? A glorificação pela razão. O papel das academias. Arquitectura e escultura. A pintura, refúgio do Barroco.
 14. Barroco ou barrocos? A difusão do movimento no continente europeu e a sua expansão nos domínios portugueses e espanhóis. O Barroco na Europa Central e nos Países Nórdicos. Os pintores flamengos e holandeses. O Barroco em Portugal e Espanha. Aculturação e miscigenação: o Brasil.

 1. Tempo 2. Espaço 3. Biografia 4. Local 5. Acontecimento 6. Síntese 7. 1º Caso prático 8. 2º Caso prático 9. 3º Caso prático Artes Visuais: 10. A arquitectura barroca 11. A escultura barroca 12. A pintura barroca 13. O caso francês 14. Da Europa para o mundo

 Situações de Aprendizagem / Avaliação 
- Selecção e organização da informação.
 - Interpretação das fontes (iconográficas e escritas).
 - Produção de texto escrito.

 Bibliografia / Outros Recursos
 Dubois, C.G. (1973). Le baroque, profondeurs de l’apparence. Paris: Larousse (obra fundamental pela profundidade dos conteúdos e pela inovação historiográfica). Elias, Norbert (trad. port. 1987). A sociedade de corte. Lisboa: Estampa (obra inultrapassável para a compreensão das implicações culturais da cultura de corte) Hsia, R. Po-Chia (1998). The world of catholic renewal 1540-1770. Cambridge: Cambridge University Press (uma síntese actualizada sobre um tempo largo de cultura católica). Mandrou, R. (1973). Des humanistes aux hommes de science. Paris: Éditions du Seuil (síntese de grande qualidade informativa e problematizante) Maravall, J. A. (1983). La cultura del barroco. Análises de una estructura histórica. Barcelona. Editorial Ariel (obra fundamental sobre a cultura do Barroco como estrutura temporal datada). Muir, Edward (1997). Ritual in early Modern Europe. Cambridge: Cambridge University Press (a cultura moderna nas suas dimensões de rito). Villari, Rosario (Coord.) (1995). O homem Barroco. Lisboa: Presença (obra bem estruturada, com análise crítica e bem fundamentada de cada tema). http://www.encarta.msn.com (acedido em 09.05.05) (enciclopédia) http://www.infoplease.com (acedido em 09.05.05) (Columbia Encyclopedia) http://www.universia.pt/conteudos/bibliotecas/bibliotecas_mapas_2.jsp (acedido em 09.05.05) (página que remete para mais de mil mapas históricos). http://www.lib.utexas.edu/maps/index.html (acedido em 09.05.05) (remissão da página anterior para mapas). http://www.chateauversailles.fr/ (acedido em 09.05.05) (sítio do Palácio de Versalhes).

A Cultura do Palácio


MÓDULO AV5

 Apresentação 
 O Palácio, centro simbólico do Estado que emerge e cenário da actuação do mecenas, ele próprio símbolo de uma nova concepção de poder, materializado na protecção às artes, às letras e às ciências e onde a apetência pela harmonia das formas e conceitos se contradiz no violento enfrentamento das formas de espiritualidade.

 Objectivos de Aprendizagem
 - Relacionar as diversas linguagens na obra de Helena Almeida e a arte como totalidade múltipla.
 - Relacionar a multiplicação de comércios e de poderes que se cruzam no palácio.
 - Percepcionar a autoria do artista e os seus condicionalismos de produção.
 - Compreender as permanências e clivagens sociais.
 - Caracterizar o pintor como o relator privilegiado da sociedade do palácio.
 - Compreender os processos de organização e subversão da representação do real.
 A ARTE
 Sente-me, Ouve-me, Vê-me, (c.1970). Seduzir. Série de trabalhos de Helena Almeida (1934-). Helena Almeida está entre os artistas portugueses que se afirmaram nos anos 70 e a sua obra situa-se no contexto das chamadas práticas anti-conceptuais que romperam com os processos e formatos mais tradicionais e abriram a cena artística a novas experiências, nomeadamente com a fotografia. Sente-me, Ouve-me, Vê-me constituem uma série de trabalhos particularmente importantes na obra de Helena Almeida pondo em jogo, simultaneamente, alguns dos mais importantes elementos da contemporaneidade, nomeadamente: . Recurso sistemático à inscrição do corpo na prática artística através da dinâmica transdisciplinar (obra portadora de uma eficaz confluência de disciplinas e atitudes: fotografia, vídeo e instalação sonora); . Recurso à dimensão performativa; . Valorização da relação do trabalho com o espaço que acaba por se resolver no domínio da chamada instalação. O trabalho de Helena Almeida passa pela captação da sedução da arte tendo o corpo como registo e agente de uma estética. Arte que é implicação do Homem e, por isso, interdependência de movimento interior e exterior. Assim parecem os tempos da plena modernidade. Um alargamento de perspectivas em múltiplas técnicas, um crescer de encomendas e de produtores culturais. Fazer belo seduz o Homem moderno, que o encontra na pintura, na forma esculpida, na fachada do edificado, lhe agrada no teatro, no momento de dança e na audição das obras polifónicas.
 Homens novos, espaços novos, uma memória clássica. 
 1. 1ª metade século XV – 1618 De meados de quatrocentos ao início da Guerra dos Trinta Anos.
 2. A Europa das rotas comerciais As rotas comerciais das ideias e dos objectos de cultura. Do Mediterrâneo ao Báltico. O Oriente e o Atlântico.
 3. O mecenas Lourenço de Médicis (1449-1492) A família Médicis e Florença. Perfil de interesses de Lourenço, o Magnífico. Um Príncipe, um mecenas.
 4. O palácio O palácio, habitação de elites. Das arquitecturas exteriores ao interior dos palácios. As artes no palácio.
 5. O Revolutionibus orbium coelestium (1543), de Nicolau Copérnico (1473-1543) Uma “revolução” diferente, com o Sol no centro. Um tratado e a sua história e divulgação. O heliocentrismo.
 6. O Humanismo e a imprensa A Antiguidade e a Sagrada Escritura. Os humanistas. O livre-exame. 7. A Anunciação (1475-1578), de Leonardo da Vinci (1452-1519) O pintor Leonardo da Vinci. As novas técnicas e “regras” da pintura. A “Anunciação” sob perspectiva.
 8. Fala do Licenciado e diálogo de Todo-o-Mundo e Ninguém. Lusitânia (1532), de Gil Vicente (1465-1536?) (Compilaçam, versos 390 a 460 e 797 a 866) Fazer teatro na Corte. Uma farsa e uma comédia. Todo-o-Mundo, Ninguém e as outras personagens.
 9. Requiem - Introito (1625), de Frei Manuel Cardoso (1566-1650) O rigor técnico da polifonia da Escola de Évora e a expressividade mística nas 6 vozes da Missa dos Defuntos do Mestre da Capela do Convento do Carmo.
 O Homem, unidade de medida. 
 10. A Anunciação de Leonardo da Vinci como expoente da pesquisa renascentista sobre a representação das figuras no espaço. A pintura renascentista enquanto exercício intelectual. A pesquisa em torno da representação da perspectiva. Os primórdios da pintura renascentista. A expansão do movimento. Os novos temas: o retrato; o nu; a paisagem. Leonardo da Vinci como expoente da maturidade da pintura renascentista. A captação da dimensão psicológica das personagens: pittura e cosa mentale. Monumentalidade e subtileza. A pintura na viragem do século XVI: Rafael e a escola veneziana. 
11. A arquitectura como metáfora do universo. A arqueologia e o coleccionismo. As pesquisas de Brunelleschi sobre as regras da composição arquitectónica. A criação de uma arquitectura à antiga. Leon Battista Alberti e a emergência da tratadística. A difusão da arquitectura renascentista: da severidade florentina à arquitectura ornamental. Bramante e Miguel Ângelo: os criadores da arquitectura do Alto Renascimento. 
12. Entre o gótico e o retorno ao antigo. A lenta emergência da escultura renascentista. A redescoberta dos velhos géneros: o relevo; o retrato; a estátua equestre. A completa autonomização da escultura. Da representação da perspectiva à composição geométrica. A monumentalidade como objecto. Os grandes criadores do movimento: a progressiva intelectualização da escultura renascentista. Miguel Ângelo e a exacerbação da pesquisa anatómica.
 13. Da regra à transgressão. O século XVI: crise de valores e individualismo. A arte de Rafael e Miguel Ângelo e a emergência dos primeiros sinais de tensão. O anti-classicismo e a subjectividade como objecto. Pintura, arquitectura e escultura.
 14. A Europa renascentista ou Europa maneirista? A resistência gótica e a lenta difusão da matriz italianizante no continente europeu. A França, os Países Nórdicos e a Península Ibérica. Renascimento e Maneirismo em Portugal. O Maneirismo: primeiro movimento estético pluricontinental.

 1. Tempo 2. Espaço 3. Biografia 4. Local 5. Acontecimento 6. Síntese 7. 1º Caso prático 8. 2º Caso prático 9. 3º Caso prático 10. A pintura renascentista 11. A arquitectura renascentista 12. A escultura renascentista 13. O(s) Maneirismo(s) 14. A Europa entre Renascimento e Maneirismo

Situações de Aprendizagem / Avaliação
 - Selecção e organização da informação.
 - Interpretação das fontes (iconográficas e escritas).
 - Produção de texto escrito.

  Bibliografia / Outros Recursos 
 Chaunu, Pierre (1981). Église, culture et société. Essais sur réforme et contre-réforme (1517-1620). Paris: SEDES (uma visão integrada das várias reformas religiosas da Europa moderna). Delumeau, Jean (1984). A civilização do Renascimento. 2 vols. Lisboa: Editorial Estampa (obra de síntese complementada com estudos de caso temático-conjunturais). Delumeau, Jean (trad. cast. 1977). La reforma. Barcelona: Editorial Labor (obra fundamental pela síntese sistemática que traça para se perceber os tempos de reforma religiosa). Eisenstein, E. (2000). The printing revolution in early Modern Europe. Cambridge: Cambridge (obra sobre as problemáticas da divulgação cultural através do impresso). Garin, Eugenio (Coord.) (1991). O homem renascentista. Lisboa: Presença (obra bem estruturada, com análise crítica e bem fundamentada de cada tema). Hsia, R. Po-Chia (1998). The world of catholic renewal 1540-1770. Cambridge: Cambridge University Press (uma síntese actualizada sobre um tempo largo de cultura católica). Mandrou, R. (1973). Des humanistes aux hommes de science. Paris: Éditions du Seuil (síntese de grande qualidade informativa e problematizante) Muir, Edward (1997). Ritual in early Modern Europe. Cambridge: Cambridge University Press. (a cultura moderna nas suas dimensões de rito). Nauert Jr., Charles G. (1995). Humanism and culture of Renaissance Europe. Cambridge: Cambridge University Press (síntese actualizada da cultura humanista). http://www.encarta.msn.com (acedido em 09.5.05) (enciclopédia). http://www.infoplease.com (acedido em 09.05.05) (Columbia Encyclopedia). http://www.universia.pt/conteudos/bibliotecas/bibliotecas_mapas_2.jsp (acedido em 09/05/05) (página que remete para mais de mil mapas históricos). http://www.lib.utexas.edu/maps/index.html (acedido em 09.05.05) (remissão da página anterior para mapas). http://www.virtual-net.pt/FranciscanosVaratojo/ofm.html (acedido em 09.05.05) (sobre a ordem franciscana). http://www.instituto-camoes.pt/cvc/navegaport/index.html (acedido em 09.05.05) (descobrimentos e expansão portuguesa).

A Cultura da Catedral


MÓDULO AV4

 Apresentação 
 A Catedral, símbolo de uma Europa que reflui nas cidades, por força da actividade económica dos seus habitantes, mas também dos poderes aí sedeados (eclesiásticos, políticos, corporativos) e que, a despeito do quadro depressivo sobre o qual se movem (ou por isso mesmo), buscam na cultura, na ciência e nas artes os mecanismos da sua própria e mútua afirmação.

 Objectivos de Aprendizagem
 - Relacionar o painel de Vieira da Silva / Cargaleiro com a cidade enquanto organismo em crescimento. 
- Perspectivar a cidade, as suas artérias, praças e edifícios, enquanto representação da mundividência das gentes dos burgos.
 - Avaliar a importância dos letrados na reabilitação da cultura vernácula.
 - Confrontar as permanências da peste e a festividade da cultura cortesã.
 - Analisar o papel do mestre pedreiro e do cronista nas suas relações com a cidade.
 - Analisar o papel das artes visuais na celebração do mundo terreno enquanto metáfora da Criação.
A CIDADE 
 Ville en extension (1970). Vieira da Silva (1908-1992), Cargaleiro (1925-) (Metro - Rato 1997). Passada a azulejo em 1997 por Manuel Cargaleiro — igualmente participante, com Arpad Szènés, na decoração da estação de metropolitano — a composição de Maria Helena Vieira da Silva (ela mesma sugestionada pelo poder gráfico da azulejaria, numa Lisboa entendida como “cidade-azulejo”), datada de 1970, ilustra, sobretudo, o conceito de cidade-rede, de intrincadas imbricações, na sua densa ortogonalidade. Cidade-malha, espessa de vida que se “sente”, pulsando por artérias e praças (cheios e vazios), que alastra “em extensão” e que, simbolicamente, se duplica nessa outra cidade-malha, subterrânea, que a rede do metropolitano configura. Os traços de Vieira da Silva, transpostos para azulejo por Manuel Cargaleiro, retomados numa estação de metropolitano de Lisboa, chamam-se "cidade em crescimento". Cidade é, sempre, um crescimento de gentes, de habitações, de equipamentos, de espectáculos,… Ao redor do século XII os campos viram crescer, dentro e fora das muralhas, as concentrações humanas, habitacionais e oficinais chamadas "cidade". Nelas tudo cresceu na diferença económica e social e na afirmação política e lúdica.
 As cidades e Deus.
 1. Século XII – 1ª metade século XV Do Renascimento do século XII a meados de quatrocentos.
 2. A Europa das Cidades As grandes cidades da Europa. As cidades-porto. A Europa das Catedrais e Universidades.
 3. O letrado Dante Alighieri (1265-1321) Dante, um homem da cidade e das letras. A escrita da Divina Comédia. As novas propostas.
 4. A Catedral Bispos e catedrais. A representação do divino no espaço. A catequese: imaginária e vitral.
 5. A Peste Negra (1348) A pandemia europeia. Descrição e geografia da Peste Negra. A utilização da Peste Negra: medos, punições e ameaças.
 6. A cultura cortesã O torneio e o sarau. Gentilezas cortesãs e civilidade. As rates cortesãs: do teatro à dança.
 7. A Catedral de Notre-Dame de Amiens (1220-1280) As catedrais francesas. A catedral de Amiens. Os modelos e a Europa.
 8. Casamento de Frederico III com D. Leonor de Portugal (festas de 13 a 24 de Outubro de 1451), Nicolau Lanckman de Valckenstein. Descrever uma festa na cidade. O casamento: representações e públicos. As artes: da liturgia às ruas.
 9. Alegoria do Bom Governo: Efeitos do Bom Governo na Cidade, Ambroggio Lorenzetti, 1337-1340, Siena, Palazzo Pubblico. Arte e política: a importância da pedagogia cívica. A lenta apropriação da perspectiva espacial. Arte e representação.
 Em louvor de Deus e dos homens. 
 10. A Catedral de Amiens como expoente da arquitectura gótica e símbolo da cidade enquanto motor da civilização europeia. Deus é luz: o nascimento do gótico. A revolução da arte de construir. Expansão do gótico no espaço europeu. O vitral como materialização da transcendência. O gótico em Portugal. O manuelino, entre a Idade Média e o tempo novo.
 11. A humanização do Céu. O portal da Catedral de Amiens como expoente da escultura gótica. A rápida conquista da autonomia da escultura em relação à arquitectura. A renovação iconográfica e a procura do realismo e do naturalismo. Um novo tema: a escultura funerária. O século XV e o culto do expressionismo.
 12. Gótico e Humanismo. A Itália como centro de novas pesquisas. O carácter essencialmente ornamental da arquitectura gótica italiana e a sua fidelidade à espacialidade românica. Os escultores pisanos e a recuperação da tradição antiga. A procura da simplificação e da monumentalidade na pintura. A revolução pictórica flamenga. As novas técnicas. O particularismo nórdico.
 13. O luxo ao serviço do Homem. As cortes principescas como centros de irradiação cultural e estética. O castelo como centro da vida política e social. O mecenato e a cultura cortesã. A iluminura gótica.
 14. A materialização do paraíso. A arte dos reinos muçulmanos na Península Ibérica como expoente da civilização islâmica. Dos reinos taifas ao Reino de Granada: da sobriedade das dinastias africanas ao esplendor da arte nasride. O refinamento da arte cortesã. A arte mudejar.
 1. Tempo 2. Espaço 3. Biografia 4. Local 5. Acontecimento 6. Síntese 7. 1º Caso prático 8. 2º Caso prático 9. 3º Caso prático Artes Visuais: 10. A arquitectura gótica 11. A escultura gótica 12. A Itália e a Flandres 13. O gótico cortesão 14. Ainda sob o signo de Alá

Situações de Aprendizagem / Avaliação
- Selecção e organização da informação.
 - Interpretação das fontes (iconográficas e escritas).
 - Produção de texto escrito.

 Bibliografia / Outros Recursos
 Duby, Georges (1979). O tempo das catedrais. A arte e a sociedade (980-1420). Lisboa: Editorial Estampa (a análise da integração da arte e da sociedade no tempo medieval). Knowles, M. D., Obolensky, D. (1968). Nouvelle Histoire de l’Église. Le Moyen Age. Paris: Éditions du Seuil (síntese qualificada sobre o tema) Le Goff, Jacques (1983). A Civilização do Ocidente Medieval. 2 vols. Lisboa: Editorial Estampa (obra de síntese complementada com estudos de caso temático-conjunturais). Le Goff, Jacques (1983). Os intelectuais na Idade Média. Lisboa: Gradiva Publicações Lda (as variações da produção cultural da Idade Média para lá do mundo monástico-clerical Marques, A.H. de Oliveira (5ª ed. 1987). A Sociedade Medieval Portuguesa – aspectos de vida quotidiana. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora (trabalho inovador pela leitura cultural que faz das ideias impensadas do quotidiano). http://www.encarta.msn.com (acedido em 09.05.05) (enciclopédia). http://www.infoplease.com (acedido em 09.05.05) (Columbia Encyclopedia) http://www.universia.pt/conteudos/bibliotecas/bibliotecas_mapas_2.jsp (acedido em 09/05/05) (página que remete para mais de mil mapas históricos). http://www.lib.utexas.edu/maps/index.html (acedido em 09.05.05) (remissão da página anterior para mapas). http://www.virtual-net.pt/FranciscanosVaratojo/ofm.html (acedido em 09.05.05) (sobre a ordem franciscana).